O Núcleo Práxis é um coletivo político e teórico vinculado à Universidade de São Paulo, que congrega pesquisadores, educadores e militantes, ativistas oriundos de variadas instituições acadêmicas e movimentos sociais e políticos, sendo especialmente voltado aos estudos emancipatórios e a sua inerente prática transformadora.

Neste sentido, dedica-se às amplas questões do desenvolvimento social, que compreendem desde a crítica histórico-dialética da sociedade capitalista e de outras formas de exploração, até a investigação das consequências humanas e ambientais destes modos-de-produção, com vistas a refletir sobre as possibilidades e a urgência da implementação e práticas socialistas (primitivas e modernas) na grave conjuntura contemporânea: de crise estrutural do sistema dominado pelo capital.

A entidade, de orientação marxista, foi constituída em 2015 pelo economista Rogério Vincent Perito, e pelos filósofos Paulo Yasha G. da Fonseca e Yuri Martins-Fontes L., membros-fundadores que concretizaram ideia surgida em debates no âmbito de sua participação no “Seminário das Quartas” (do Departamento de Filosofia-USP), coordenado pelo professor e ativista político Paulo Eduardo Arantes.

Trata-se de uma iniciativa teórica e prática de militantes, educadores e pesquisadores ligados há décadas à USP, muitos dos quais em 2002 fundaram a Associação Cultural de Educadores e Pesquisadores da USP (Acepusp), e construíram e lecionaram no Cursinho Popular dos Estudantes da USP (projeto social pré-universitário voltado a estudantes de baixa renda).

No processo de sua consolidação oficial, o Núcleo Práxis se vinculou e estabeleceu formalmente como uma das frentes ativas de pesquisa e trabalho desenvolvidas pelo Laboratório de Economia Política e História Econômica da USP – instituição acadêmica fundada e liderada pelo professor e militante político Wilson do Nascimento Barbosa, e historicamente voltada à pesquisa crítica dialética engajada, que transcende os estreitos limites sociais da universidade.

Sendo um projeto oriundo da inquietação social de intelectuais e militantes sociais diante do presente cenário de miséria e desigualdade econômica gestado pelas relações de produção impostas pelo regime do capital, o Núcleo Práxis decidiu, logo de início, formar um Grupo de Estudos e Pesquisa do Marxismo; para tanto, seus membros fundadores, juntamente com outros pesquisadores e ativistas por eles convidados nos primórdios desta consolidação institucional, elegeram estudar “O CAPITAL, de Marx, como obra de apoio e ponto de partida de suas análises da realidade em conflito.

As atividades de pesquisa, ensino e extensão universitária do Núcleo Práxis são centradas sobretudo na educação popular democrática, na formação política de militantes sociais, e na difusão editorial do pensamento crítico-dialético.

A dinâmica do coletivo abarca a organização de cursos eventos político-culturais orientados ao ensino, formação cidadã e difusão do conhecimento crítico contemporâneo, tais como: cursos livres, minicursos, seminários, fóruns de formação política e rodas de conversa junto a movimentos sociais e comunidades. Suas atividades são especialmente voltadas a estudantes de nível médio e superior, bem como a movimentos organizados – comunitários, periféricos e originários.

Através destas ações, o Núcleo Práxis tem por meta uma construção horizontal de objetivos direcionada ao protagonismo de movimentos sociais e militância de base, segundo um DIÁLOGO que se estabelece entre o debate teóricocomplexo, e as possibilidades meditadas de atuação práticaconcreta.