Em 1985, em comício das Diretas Já, Beth Carvalho chama Taiguara Chalar da Silva ao palco. Curvado sobre o microfone, braços projetados para frente, fala de uma vez só, em alto tom: “Depois de proibido pela ditadura durante dez anos, que eu digo pra vocês: – Eu resisto”. Um uruguaio brasileiro, um negro indígena que visitou e se encantou pela África Revolucionária, e que à volta acolheu o comunismo, em 2020, prestes a completar 75 anos, Taiguara não têm ainda sua obra sedimentada na mentalidade musical brasileira.
TAIGUARA, HOMENAGEM AOS 75 ANOS DE SEU NASCIMENTO: “EU GRITO SIM… MEU GRITO VAI SANAR MINHAS FERIDAS”